
{"id":105,"date":"2007-06-13T14:42:00","date_gmt":"2007-06-13T17:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/reinaldo.pro.br\/blog\/2007\/06\/13\/contrabando\/"},"modified":"2008-03-22T15:11:35","modified_gmt":"2008-03-22T18:11:35","slug":"contrabando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.reinaldo.pro.br\/blog\/2007\/06\/13\/contrabando\/","title":{"rendered":"Contrabando"},"content":{"rendered":"<p><!--adsense#RetGrande_336x280_Cultura--><\/p>\n<p>Em tempos de produtos piratas e contrabandeados, me lembrei de um conto que li ainda quando estudava no prim\u00e1rio. Muito engra\u00e7ado&#8230; \ud83d\ude42<\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p style=\"TEXT-ALIGN: center\">A Velha Contrabandista<\/p>\n<p>(Stanislaw Ponte Preta)<\/p>\n<p>Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atr\u00e1s da lambreta. O pessoal da Alf\u00e2ndega &#8211; tudo malandro velho &#8211; come\u00e7ou a desconfiar da velhinha.<br \/>Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atr\u00e1s, o fiscal da Alf\u00e2ndega mandou ela parar. A velhinha parou e ent\u00e3o o fiscal perguntou assim pra ela:<br \/>&#8211; Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco a\u00ed atr\u00e1s. Que diabo a senhora leva nesse saco?<br \/>A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odont\u00f3logo, e respondeu:<br \/>&#8211; \u00c9 areia!<br \/>A\u00ed quem riu foi o fiscal. Achou que n\u00e3o era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro s\u00f3 tinha areia. Muito encabulado, ordenou \u00e0 velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atr\u00e1s.<br \/>Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atr\u00e1s, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que \u00e9 que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um m\u00eas seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.<br \/>Diz que foi a\u00ed que o fiscal se chateou:<br \/>&#8211; Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alf\u00e2ndega com 40 anos de servi\u00e7o. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ningu\u00e9m me tira da cabe\u00e7a que a senhora \u00e9 contrabandista.<br \/>&#8211; Mas no saco s\u00f3 tem areia! &#8211; insistiu a velhinha. E j\u00e1 ia tocar a lambreta, quando o fiscal prop\u00f4s:<br \/>&#8211; Eu prometo \u00e0 senhora que deixo a senhora passar. N\u00e3o dou parte, n\u00e3o apreendo, n\u00e3o conto nada a ningu\u00e9m, mas a senhora vai me dizer: qual \u00e9 o contrabando que a senhora est\u00e1 passando por aqui todos os dias?<br \/>&#8211; O senhor promete que n\u00e3o &#8220;esp\u00e1ia&#8221;? &#8211; quis saber a velhinha.<br \/>&#8211; Juro &#8211; respondeu o fiscal.<br \/>&#8211; \u00c9 lambreta.<\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p>Fonte:<\/p>\n<ul>\n<li>Livro &#8220;O Primo Altarmiro e Elas&#8221; &#8220;O Melhor de Stanislaw Ponte Preta&#8221;, Jos\u00e9 Olympio Editora RJ\/RJ, 1997, p\u00e1g 54<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em tempos de produtos piratas e contrabandeados, me lembrei de um conto que li ainda quando estudava no prim\u00e1rio. Muito engra\u00e7ado&#8230; \ud83d\ude42 A Velha Contrabandista (Stanislaw Ponte Preta) Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. 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