Cinto de segurança de três pontos: você sabe a quem agradecer por ele existir?

Segura essa… :-P

Instructions
Creative Commons License photo credit: Adam Mulligan

Me lembro bem quando o código nacional de trânsito “endureceu” e obrigou os usuários de automóveis a utilizar o cinto de segurança mesmo dentro das cidades, hábito que eu já mantinha mesmo antes disso e deixava quem andava comigo com aquela “cara de espanto” 8O , pois naquela época a grande maioria só utilizava o cinto quando estivesse em uma rodovia, mesmo assim por causa do medo da policia rodoviária. Lembro que o pessoal mais velho reclamou, esbravejou, achou um absurdo digno de ditaduras ter que usar o cinto, mas acabou acatando por causa das multas e dos pontos perdidos na carteira. No mínimo engraçado estranho o comportamento das pessoas, para algo que era para a sua própria segurança… mas fazer o quê né?! O ser humano é assim mesmo…

Hoje em dia a utilização do cinto de segurança se tornou um hábito, ninguém mais reclama, de certa forma a educação “forçada” parece ter tido efeito e com certeza já deve ter salvo muitas pessoas de conseqüências mais graves durante acidentes automotivos.

Mas estou falando tudo isso porque li no Diário Catarinense (DC) de hoje (13/09/2009), uma matéria a respeito do cinto de segurança de três pontos. A reportagem comentava que o invento completava meio século de vida. Mas você já parou para pensar sobre quem criou o cinto de segurança que utilizamos hoje? Pois é, eu nunca tinha parado para pensar nisso.

Nils Bohlin em 1959

Nils Bohlin em 1959, com a sua criação.

O cinto de segurança de três pontos, foi criado pelo engenheiro suéco Nils Bohlin que trabalhava na Volvo em 1959, ironicamente, antes em 1955, Bohlin trabalhava no departamento de aviação da Saab e criou o assento catapulta para aeronaves, justamente o contrário da proposta do cinto, pois o assento “catapultava” uma pessoa para fora de aviões.

Nils Bohlin

Nils Bohlin - aposentou-se em 1.985 e faleceu em 2.002, aos 82 anos de idade.

Hoje o invento de Bohlin, que é utilizado como padrão no mundo inteiro e é colocado automaticamente por quem anda de carro (pelo menos os que tem bom senso…), alcançou marcas interessantes:

  • A criação de Nils Bohlin está entre as oito maiores da história;
  • O uso do cinto reduz a chance de lesões sérias e morte em até 50%;
  • Em estimativa feita em 2002 pela Volvo, calculou-se que o cinto salvou um milhão de vidas. (eu acredito que já tenha sido bem mais…)

Segundo o DC a trajetória do cinto de segurança:

  • Antes do cinto de três pontos, diversas experiências foram tentadas:
    • A primeira patente é de 1885, dos Estados Unidos, e coincide com o surgimento do automóvel;
    • Porém, assim como o veículo, o acessório era um dispositivo muito rudimentar;
  • Depois, no início do século passado, surgiu na França, um cinto que foi o precursor do de dois pontos, que envolvia parte da coxa e do peito;
  • Nas corridas de automóvel nos EUA, nas décadas de 1910 e 1920, alguns pilotos chegaram a usar o dispositivo de segurança;
  • Médicos norte-americanos, conscientes das consequências físicas resultantes dos acidentes automobilisticos, chegaram a instalar cintos caseiros em seus carros;
  • Na década de 1930, alguns médicos publicaram artigos em alguns jornais pedindo que as montadoras providenciassem os cintos de segurança, mas não obtiveram sucesso;
  • Só em 1955, a Ford e a Chrysler anunciaram cintos abdominais, que começaram a ser vendidos nos carros em 1956;
  • À época em que Nils Bohlin assumiu o cargo de primeiro engenheiro de segurança da Volvo, o cinto de dois pontos era disponível como acessório nos carros da marca, mas a capacidade de prevenir lesões e acidentes não era considerada satisfatória;
  • Era necessário um cinto que fosse fisiologicamente correto e prendesse o corpo ao carro, por isso Bohlin iniciou o desenvolvimento;
  • Em 1959, desenvolveu o cinto de três pontos nos carros da companhia, que depois foi liberado para outros fabricantes;
  • O sistema tem quatro importantes propriedades:
    • consiste em um cinto abdominal e outro diagonal;
    • os cintos são ancorados em um ponto abaixo do assento;
    • o cinto geometricamente forma um “V” com o vértice para o solo;
    • deve ficar na posição e não ceder com o impacto.

:idea: Só essa informação já fez valer os R$ 3,50 do jornal, heheh ;-)

Fontes:
Jornal Diário Catarinense: título “Um cinquentão em plena Forma” por Daniel Camargos, edição de domingo, 13 de setembro de 2.009, página 24;
Blog do Noblat: “Palmas para Nils Bohlin e o cinto de segurança!“.
Blog do Noblat: “Palmas para Nils Bohlin e o cinto de segurança!”


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